[ O que é Hidroponia ]     [ Projetos Especiais ]     [ Laboratórios ]      [ Shopping ]     [ Lista de Produtos ]     [ Contato ]

Projeto: Hortaliças

Introdução

          A Hidroponia é uma ciência que estuda o desenvolvimento das plantas sem o uso do solo, mas pode ser auxiliada pelo uso de um substrato inerte, tais como cascalho, areia, vermiculita, serragem, etc., ao qual é adicionado uma solução de nutrientes contendo elementos essenciais que a planta necessita para o seu desenvolvimento.

O cultivo na Hidroponia apresenta algumas vantagens:
1. Ocupa menos espaço físico que o cultivo tradicional.
2. Possibilita a utilização racional da água pela planta.
3. O crescimento é mais rápido se compararmos com o mesmo cultivo na terra.
4. Elimina o uso de agrotóxicos prejudiciais a saúde.
5. Possibilita o cultivo em regiões desérticas ou rochosas onde a terra não é produtiva.
6. O custo da produção é menor.
7. Mantém uma produtividade maior.

Objetivo Geral

          Utilizar o laboratório de Hidroponia como um recurso alternativo onde, dentro da disciplina de Ciências, os educandos possam realizar atividades que desenvolvam suas aptidões para o conhecimento científico, despertando-os para a pesquisa, conscientizando-os sobre a importância do meio ambiente e integrando a teoria à prática.

Objetivos Específicos

  • Reconhecer a importância da Hidroponia como método científico, no seu cultivo e benefícios para os ecossistemas.
  • Classificar os diversos tipos de solo e substratos.
  • Avaliar as espécies e classificações dos vegetais.
  • Reconhecer a importância da água como fonte de vida para os ecossistemas.
  • Analisar o processo da fotossíntese.
  • Estudar o processo de germinação das sementes nos diferentes tipos de plantações integrando-os com seus ciclos de vida.
  • Relatar sobre a utilização dos materiais degradáveis e não degradáveis nos ecossistemas, associando-os a problemas como o do lixo e suas soluções de reciclagem para o meio ambiente.
  • Definir os diversos tipos de poluição.
  • Informar aos alunos sobre a aplicação de fertilizantes na agricultura.
  • Mostrar as diferenças de plantio na Hidroponia e no método convencional, comparando seus desenvolvimentos.
  • Utilizar o português para a construção de textos e anotações.
  • Investigar na História e na Geografia, a origem das espécies cultivadas, época e como essas espécies foram introduzidas no Brasil.
  • Proporcionar uma sociabilização dos grupos.
  • Estabelecer diferenças entre a luz solar e luz artificial.
  • Mostrar através de experiências o fototropismo e do geotropismo.

Materiais a serem utilizados

  • Tabela de Desenvolvimento da Planta
  • Sementes - Pepino, Tomarte e Abobrinha
  • Substrato - Vermiculita
  • Solução de nutrientes
  • Etiquetas
  • Água
  • Módulo
  • Vasos para o plantio

Informações técnicas

ABOBRINHA

Cultivar recomendado: caserta.
Época de plantio: o ano todo na faixa de temperatura de 20-35º C.
Espaçamento: 1 x 0,6m . Semear três a quatro sementes por cova e desbastar para apenas uma quando as planta estiverem com cinco a seis folhas (10 a 20cm de altura).
Sementes necessárias: 4 a 5Kg/ha.
Adubação: 200g de superfosfato simples e 25g de cloreto de potássio ; 10g de uréia em cobertura, quinzenalmente, a partir de trinta dias de plantio.
Tratos culturais: capina. O solo deve ser fértil e bem drenado, com pH na faixa de 5,5 a 6,5.
Irrigação: manter a umidade com irrigações de três em três dias.
Combate à moléstias e pragas: ver pepino.
Época de colheita: colher os frutos com 20cm de comprimento (cerca de 230g de peso). Em geral, o período de colheita tem início 40 dias após a semeadura.
Produção normal: 20t/ha.
Melhor rotação: cereais e adubo verde. Evitar cucurbitáceas.
Observações: se disponível, o esterco de curral ou de galinha na cova. Não pulverizar com inseticida na parte da manhã para não prejudicar a atividade dos insetos polinizadores, e suspender a pulverização antes do início da colheita.

PEPINO

*Nome científico
Cucumis sativus L.

Família
Cucurbitaceae

Origem
Índia

Características da planta
Planta anual, rasteira, de caule anguloso e áspero. As flores são monóicas e a polinização depende da atividade das abelhas. O fruto, produto comercial, é uma baga cheia, resultante do desenvolvimento de sua placenta, oposto ao que ocorre com o melão e as abóboras, cujos frutos são normalmente ocos.

Características da flor
Possui separadamente flores masculinas e femininas, de coloração amarela e medindo de 2 a 3 cm de diâmetro. As masculinas possuem o pedúnculo muito curto, são em maior número e localizam-se em grupos; as femininas ocorrem geralmente isoladas. Existem muitas cultivares ginóicas, ou seja, só formam flores femininas e com isso originam frutos partenocárpicos.
*fonte: Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997
Época de plantio: pode-se plantar o ano todo nas regiões onde a temperatura média seja superior a 20ºC.
Espaçamento: com uma planta por cova, o espaçamento pode ser de 1 x 0,8m. Na época em que a ramificação lateral não é abundante, pode-se plantar dois pés por cova nesse mesmo espaçamento.
Sementes necessárias: 1,5 a 2Kg/ha.
Adubação: adubo orgânico, se disponível (3 Kg de esterco de curral), 300g de superfosfato simples e 30g de cloreto de potássio . Por ocasião do desbaste, faz-se adubação em cobertura com 25g de sulfato de amônio.
Tratos culturais: manter a cultura no limpo com capinas e escarificações periódicas. Há necessidade de estanqueamentos para os tipos aodai e japonês.
Irrigação: é indispensável, especialmente para o tipo japonês, pois os descuidos na condução da planta resultam em frutos encurvados com prejuízo na cotação do produto.
Combate à moléstias e pragas (extensivo a demais cucurbitáceas): Antracnose:
a) rotação de cultura;
b) uso de sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas;
c)
pulverização com Daconil;
Oídio: pulverização com Afugan ou Milgo E;
Míldio: pulverização com Ortho-Phaltan;
Mancha-angular:
a)
tratamento de sementes;
b) rotação de cultura;
c)
evitar a época quente e úmida;
d) pulverizar Antracol mais cúpricos;
Podridão de frutos:
a)
escolha de época e local de menor incindência;
b) rotação de cultura;
c)
proteger os frutos do contato direto com o solo;
Mosaico:
a) uso de sementes sadias;
b) controle de insetos vetores;
c) escolha de local e época de menor incidência;
d) uso de variedade tolerante ou resistente, quando disponível;
Broca-das-cucurbitáceas: inseticidas foforados, clorofosforados e carbamatos (Metomil, Cartap etc);
Pulgão: Tratamento de sementes com inceticidas sistêmicos em pó como Dissulfotom ou Forate. Em campo, fazer pulverização foliar com fosforados;
Mosca-das-frutas: Pulverização com Fention enquanto os frutos estão verdes e aplicação de iscas tóxicas contra os adultos;
Lagarta-rosca: Diazinos granulado, iscas tóxicas ou pulverização com Permetrin, Acefato e outros inseticidas;
Percevejos e vaquinhas: aplicação de fosforados ou clorofosforados em pulverização.
Época de colheita: a colheita tem início 60 a 80 dias após o plantio. No ponto comercial, os frutos do tipo caipira devem atingir 12 a 14cm de comprimento, os do tipo aodai 22cm e os de tipo japonês 21 a 23cm aproximadamente.
Produção normal: 40 a 50t/ha.
Melhor rotação: adubo verde, milho, repolho . Evitar cucurbitáceas. O aproveitamento dos espaldares e do resíduo de fertilidade de tomate como cultura anterior não propicia alta produtividade.
Observação: as pulverizações com inseticidas devem ser realizadas à tarde, quando o movimento das abelhas é menor. Suspendê-las antes do início da colheita.

TOMATE

*Nome científico
Lycopersicon esculentum L.

Família
Solanaceae

Origem
América do Sul

Características da planta
Planta herbácea, anual, multirramada, com caule flexível, incapaz de suportar o peso da planta e dos frutos em posição vertical, como ocorre com outra solanáceas-frutos. Por tal razão, a cultura é conduzida para consumo in natura, de forma tutorada. Os frutos são bagas carnosas e suculentas, com aspecto variável e coloração vermelha quando maduros, exceção feitas às cultivares japonesas tipo salada, que são rosadas. Normalmente a floração e a frutificação ocorrem simultaneamente ao crescimento vegetativo da planta.

Características da flor
As flores são hermafroditas, pequenas e amarelas, e estão reunidas em cachos, que podem ser simples (não ramificados) ou compostos (ramificados).
*fonte: Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997
Lycopersicon sculentum Mill.

          Preparar o viveiro com terrisco para a semeação do tomate e quando as mudas estiverem com 4 folhas, fazer o replante para um canteiro, conservando-se a distância de 10 x 10 cm a fim de se desenvolverem melhor. Quando as mudas apresentarem 8 folhas, transplantar para as covas definitivas, em linhas distanciadas de 80 cm por 40 cm, procurando sempre um dia que não esteja muito quente.

          O tomate pode também ser semeado em copinhos de jornal, com boa terra, replantar para o canteiro intermediário quando se apresentarem com 4 folhas. Para complementar a adubação, aplicam-se 400 g de superfosfato e 150 de potássio para cada 10 metros quadrados. Durante o crescimento regar com salitre-do-chile na base de 100 g para cada 10 l de água. O tomateiro deve ser regado junto ao pé e não às folhas.

          Colocar tutores de bambu na altura de 1 - 1/2 m. O tomateiro deve ser amarrado junto ao tutor. Eliminam-se os brotos, deixando apenas a haste principal. Quando a planta atingir o tamanho do tutor poda-se a ponta, para os frutos se desenvolverem melhor. Ainda quando as mudas estão em viveiros, fazer pulverizações com pó bordalês na base de 50 a 100g para cada 10 l de água semanalmente. Os frutos devem ser colhidos quando começarem a amarelar. As regas devem ser constantes, somente junto ao tronco e não nas folhas, principalmente após o transplante. A colheita se inicia entre 90 a 100 dias.
fonte: Manuais Práticos de Vida, um guia de auto-suficiência - Horta - Editora Três